sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dificuldade para engravidar

Olá todas! Desculpem o tempo de ausência, mas tive algumas mudanças na minha rotina e passarei a publicar materiais uma vez ao mês. Este post, tem como principal objetivo reunir informações sobre alguns motivos para se ter dificuldade em engravidar. Não sou médica obstetra, mas organizei alguns informativos e os coloquei aqui, espero que possa esclarecer algumas dúvidas, mas lembre-se: nenhuma dessas informações substitui uma consulta com um GO que poderá saber melhor qual o motivo da sua dificuldade em engravidar.

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Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a infertilidade atinge 15% a 20% dos casais em geral. As estatísticas mostram que em 30% dos casos o problema está na mulher; em 30% no homem; e nos restantes 40%, em ambos. São inúmeras as causas de infertilidade nos dois parceiros.

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Peso

Segundo a OMS, 12% da incidência nas mulheres devem-se ao excesso (obesidade) ou à falta de peso. Que no Brasil representam cerca de 30% da população segundo o Ministério da Saúde e ainda colocam que: 8% a 10% das mulheres com dificuldade para engravidar são obesas. Mas o que a obesidade tem a ver com a dificuldade em engravidar? O excesso de peso pode gerar disfunções hormonais, como o excesso de estrogênio (que é produzido por células de gordura) e ele desencadeia uma reação como de um anticoncepcional, controlando a fertilidade, ou seja, muito estrógeno circulando envia uma “mensagem” para hipófise parar de liberar um hormônio que faz os ovários funcionarem e desse modo promoverem a ovulação.

O mesmo ocorre para quem é magra demais (índice de massa corpórea abaixo de 17% geralmente), principalmente para portadoras de anorexia nervosa e bulimia, pois estas pessoas possuem pouca gordura no organismo e passam a não produzir estrógeno suficiente para seus sistema reprodutor funcionar adequadamente, deixando de ovular. (Dr. Roger Abdelmassih e Dr. Vicente Abdelmassih)

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Síndrome dos ovários Policísticos

Alterações menstruais constantes devem ser alerta para as mulheres. Mulheres que apresentam ovários policísticos produzem uma quantidade maior de hormônios masculinos, os andrógenos, fator que pode afetar a fertilidade. O principal problema que este desequilíbrio hormonal provoca está relacionado à ovulação. "A testosterona produzida pela mulher interfere nesse mecanismo e, ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade da incidência de cistos, porque eles resultam de um defeito na ação dos hormônios do ovário, impedindo a ovulação", explica o especialista em ginecologia e reprodução humana, Joji Ueno do portal Minha Vida (www.minhavida.com.br), maior comunidade on-line de saúde e bem estar.

De acordo com Joji, os principais sintomas da síndrome dos ovários policísticos são as alterações menstruais. "A mulher menstrua a cada dois ou três meses e, freqüentemente, tem apenas dois ou três episódios de menstruação por ano", explica. Segundo ele, outro sintoma é o hirsutismo, ou seja, o aumento de pêlos no rosto, nos seios e na região mediana do abdômen. A obesidade também é um sintoma freqüente, que auxilia no agravamento da síndrome. Às vezes a paciente não tem as manifestações sintomáticas, mas, quando engorda, elas aparecem.

Geralmente, de acordo com os históricos clínicos, a síndrome se manifesta na puberdade e vai até a menopausa. Alguns casos tornam-se assintomáticos com o tratamento, mas é uma doença crônica. Por isso, é comum a mulher com ovário policístico procurar vários especialistas, ao longo da vida, em busca de tratamento. No entanto, a importância que se dá ao caso, depende da fase da vida que a mulher atravessa. Na puberdade e na adolescência os pêlos causam maior incômodo.

Fonte: Minha Vida.com.br (Link)

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Endometriose

Doença que ocorre quando a mucosa que reveste o útero é expelida dentro da cavidade do abdômen ao invés de ser eliminada através do canal vaginal junto com o sangue menstrual e acaba dificultando a concepção. Alguns sintomas são cólicas fortes, que pioram a cada mês, aumento do fluxo menstrual, dores abdominais e dor durante a relação sexual são alguns dos sintomas associados à endometriose – uma doença imprevisível e ainda está sendo pesquisada pela Medicina. “Fatores relacionados a um refluxo de sangue menstrual pelas tubas uterinas na menstruação, alteração da imunidade do corpo da mulher e uma predisposição genética são alguns dos fatores que explicam o aparecimento da doença, mas não são os únicos”, explica a ginecologista Dra. Rosa Maria Neme, graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com residência médica e doutorado em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo e Diretora do Centro de Endometriose São Paulo, primeira clínica de São Paulo especializada no tratamento da doença.

Hoje no Brasil, cerca de 15% da população feminina entre 15 e 45 anos sofre com a endometriose, uma doença caracterizada pela presença de tecido endometrial (tecido que reveste o útero internamente) fora da cavidade uterina.

A endometriose também é conhecida como “doença da mulher moderna”, já que seu aparecimento é influenciado pelo padrão de vida feminino atual: a mulher tem menos filhos, engravida mais tarde e, principalmente, é submetida constantemente a um maior nível de estresse.

Essa doença exige tratamento cuidadoso e atenção contínua. Trata-se de um problema que também gera informações imprecisas quanto ao seu grau de influencia na gravidez e na infertilidade feminina. Somente 40% das mulheres com endometriose apresentam problemas para engravidar. Alguns estudos mostram que estas mulheres podem ter uma chance de abortamento discretamente aumentada nos primeiros três meses de gestação. Quanto ao restante da gestação, não há nenhum risco.(Link)

Mais informações acesse: www.endometriosesp.com.br

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Problemas ovulatórios

Principal causa de infertilidade nas mulheres, geralmente o que ocorre é uma falha na liberação de hormônios, irregularidade no ciclo menstrual ou problema nos ovários. Mediante isso, a ovulação fica prejudicada ou completamente ausente.

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Alterações da tireóide

Aumento ou diminuição da função da glândula tireóide leva a um desequilíbrio hormonal, o que reflete no funcionamento dos ovários, consequentemente, na produção dos hormônios LH e FSH.

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Aumento da prolactina

Quando há aumento deste hormônio, os ovários não funcionam direito, o problema pode bloquear ou interferir a ovulação. (Link)

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Não se esqueça, conhecer o que está acontecendo conosco é importante, mas não há necessidade de sofrer com um problema sozinha, se existem profissionais prontos para lhe ajudar com isso. Busque seu Ginecologista-Obstetra quando tiver alguma dúvida, é a pessoa mais indicada para esclaresce-las. Acesse o link do site babycenter, aonde você pode saber um pouco mais sobre como identificar a infertilidade e o que fazer.

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