sábado, 31 de julho de 2010

Tipos de Parto: Qual a melhor opção?

Não há um tipo de parto ideal para todas as mulheres, mas existem várias opções na qual a futura mamãe pode optar. Porém, há alguns fatores que devem ser analisados para a escolha da melhor opção de parto: posicionamento do bebê, preparo psicológico, expectativas do casal, avaliação média quanto à saúde da mãe e do bebê A melhor forma de tomar essa decisão é necessário, primeiramente, um pré-natal adequado, pois, durante este período o médico saberá mais sobre ela e ambos poderão decidir juntos qual a melhor opção. Para que isso ocorra, é importante haver confiança e segurança na relação com o G.O. Abaixo segue uma pequena lista sobre opções de parto:


Parto normal (ou vaginal)

É o mais conhecido e convencional. Como o maior receio entre as mulheres atualmente é a dor causada pelas contrações no útero, atualmente há formas de aliviar a dor com a utilização de anestesias como a peridural e a raque, desta forma a mãe pode acompanhar e participar ativamente do parto. Se comparado a cesareana, evita-se possíveis complicações como hematomas, dores pélvicas, infecções tanto para a mãe como para o bebê, e ainda diminui o tempo da recuperação. O cuidado que deve ser tomado é apenas para a mãe não perder a sensibilidade excessivamente e não consiga desempenhar seu papel no parto.

Parto natural

Semelhante á qualquer parto normal, diferencia-se por não haver intervenções médicas, tais como anestesias, episiotomia e indução. Neste caso o médico acompanha atentamente ao parto e pode ocorrer em casa ou em um hospital.

Parto cesárea (ou cesariano)

Quando o parto normal pode oferecer riscos à saúde da mãe ou do bebê, uma alterativa mais segura é a cesariana. Não podemos esquecer que trata-se de uma cirurgia e como tal, deveria ser utilizada em casos como sofrimento fetal, mãe hipertensa, bebê “não encaixado”, desproporção do tamanho do bebê em relação à pelve (bacia óssea) ou bebê com menos de 2,5 kg, infecção por herpes genital, pré-eclampsia, diabetes. Além disso, ela aumenta o risco de infecção para a mãe e para o bebê, aumenta o tempo de internação hospitalar e a recuperação leva entre 30 e 40 dias. Se necessário, uma forma de ficar mais tranqüila é solicitar ao médico que explique o procedimento detalhadamente para a mãe.

"Parto sem dor"

È um processo que se inicia no pré-natal e exige da mãe um conhecimento maior sobre seu corpo e os sintomas que sentirá antes do parto, aonde ela saberá como agir durante as contrações, o momento certo de ria ao hospital e como realizar o parto. Dentre os métodos existentes, há o Psicoprofilático, conhecidos como Lamaze, Hipnobirth e Bradley (desenvolvidos na França e Estados Unidos). Nesses casos, a mãe aprende entre as semanas 30 e 35 de gestação técnicas de respiração para o relaxamento e concentração, de forma que no momento do parto seu corpo não se enrijeça, ela se sinta mais segura.

Parto de cócoras ou Parto das Índias

Muito semelhante ao natural, porém a posição da mãe é de cócoras ao invés da posição ginecológica normal. Com esta posição o parto torna-se mais rápido (a gravidade torna-se um beneficio), mais cômodo par a mulher e saudável pois a compressão de importantes vasos sanguíneos que ocorre no caso da mulher deitada de costas. Além disso, a área da pelve é aumentada em até 40%, o que favorece a elasticidade do períneo, facilitando a passagem do bebê, que precisa quase que subir quando na posição ginecológica normal, devido à forma curva da pelve, o que exige também um esforço maior da mãe.

Para que esse parto seja realizado de forma adequada, é necessário que o feto esteja em de cabeça para baixo (forma cefálica). A grande vantagem é o conforto para a mulher e a recuperação rápida.

Parto Leboyer ou Nascimento sem violência

Criado pelo médico francês Frédérick Leboyer, foi introduzido no Brasil em 1974, pelas mãos do obstetra dr. Cláudio Basbaum sob o nome de “Nascer Sorrindo”. Caracteriza-se pela utilização de pouca luz, silêncio (principalmente depois do nascimento), massagem nas costas do bebê, a abertura doe pulmões é feita de forma tranqüila, aonde aguarda-se que o cordão umbilical pare de pulsar, permanece no colo da mãe e lhe é dada a amamentação precoce e o primeiro banho é dado próximo a mãe e pode ser dado pelo pai.

Considerado um exemplo de renovação do ritual do nascimento, é apontado por psicanalistas como um meio de reduzir o “trauma” que significa para o bebê a saída do conforto do útero materno. Estudos realizados em “Bebes-Leboyer” defendem que esse tipo de parto gera crianças mais seguras, autônomas precocemente e emocionalmente equilibradas.

Parto na água

Esta opção é feito na água, mantendo-se na temperatura do corpo, possibilitando que o bebê saia confortavelmente. A presença de um acompanhante é indicada de forma que possa auxiliar a mãe no relaxamento e momento do parto. Com a água morna, há um aumento de irrigação sangüínea, que diminui a pressão arterial, facilita a dilatação do períneo e o relaxamento muscular. Esse relaxamento proporciona um alivio ás dores do parto.

A atenção deve ser dada pois não é recomendado em caso de bebês prematuros, ou em casos de presença de mecônio, sofrimento fetal, mulheres com sangramento excessivo, diabetes, HIV positivo, Hepatite-B, Herpes Genital ativo e bebês com mais de 4 kg ou que precisem de monitoramento contínuo. Alem disso, requer condições de ambiente propicias além de profissional experiente neste tipo de assistência.

Parto a fórceps

Utilizado em casos aonde tanto a mãe como o bebê já não tem mais força para continuar o parto, é um procedimento realizado apenas nos últimos momentos, em casos de emergência ou de sofrimento fetal. O fórceps é um instrumento que funciona como uma pinça especial, com as extremidades em forma de colher, que e’ inserida na vagina para apreender, orientar e tracionar de forma adequada a cabeça do bebê, auxiliando sua saída do útero através do canal de parto.

Aparelho Vácuo-Extrator

o vácuo-extrator funciona como um aspirador de pó em miniatura e pode ser usado sem uma episiotomia. A ventosa é colocada na cabeça do bebê e ele é sugado para fora a cada contração. Isso produz uma saliência na cabeça do bebê como se fosse um galo, que desaparece alguns dias após o nascimento.


Espero que ajude a esclarecer algumas duvidas ou dar uma idéia das opções disponíveis, eu pretendo verificar a opção Sem dor como comentei no post anterior, mas tenho que falar com minha G.O. antes e essa é a questão mais importante, sentir-se segura com sua escolha.

Beijos!

2 comentários:

  1. Oi Lilian,
    Muito linda esta iniciativa de mostrar não só as mulheres mas especialmente a nós homens as tantas variáveis de uma gravidez, que sempre nos cerca de medos e sonhos..Que Deus ilumine e abençoe a sua familia e que ele seja sempre a luz que guia seus passos...Vinícius

    ResponderExcluir
  2. Parabéns pelo blog Lilian! Também sou psicóloga e trabalho com gestantes e bebês! Criei também um blog http://rodmaterna.wordpress.com
    Ainda é um campo recente e muitas pessoas desconhecem este trabalho, sigamos divulgando. Boa sorte e sucesso! :)

    ResponderExcluir